domingo, 24 de julho de 2011

Volte Pianista...

Doce canção de inverno,
que é entoada de seu piano,
envolvente sonata alegre que me envolve e aquece como cobertor, notinhas felpudas....


Repentinamente as notas mudam, e da doce canção alegre e quentinha, soa notas fortes e vorazes, que trazem consigo um ar de agressividade, e arqueando sua bandeira e espada, aventureira relatando sua rebeldia e revolta com algo que não sei decifrar...Parece existir uma batalha no ar entre as notas...


A canção muda novamente, porém agora passa sofreguidão e grande desespero, 
como se estivesse a caça da paz que perdera a muito tempo.


Abruptamente as notas se transformam, deixando seu ar desesperado, para algo recatado e de certa forma enigmático, não se sabe ao certo se quer dizer algo ou escondê-lo, se quer gritar ou falar aos sussurros.


Abandonando esta forma a canção muda para algo sereno e meigo, com ar de mocidade, de pureza, inocência romântica, com doce aroma e sabor, as notas parecem morangos com chocolate... vontade de saboreá-las...


Em um rompante a música para. 
Mais nada. 
Nem um som!
Nenhuma nota!
Nenhuma canção suave ou exasperada, nem melancólica nem aventureira, apenas silêncio... 
Um vago e longo silêncio...


Volte pianista...


Este silêncio é perturbador...


Quero me deleitar das notas e das canções enigmáticas.
Posicione seus dedos nas teclas e não os tire...


A vida tem doce sabor com sua trilha sonora...


Volte pianista....




Autora: Sabrina Maris (24/07/2011)
Direitos autorais reservados.



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