Seus passos deslizam nas alamedas e colinas, jovem donzela de vestido rosa bebê... Com lindas e delicadas flores bordadas, e laços de algodão... Seu leve caminhar pela grama passa sua doce pureza de moça menina, seus cabelos soltos brilham a luz do sol... Seu rosto resplandece doce feição Nácar...
Ela espera flores... Ela almeja toca-las, sentindo sua textura aveludada, seu perfume adocicado e tênue... A jovem moça, avista uma bela rosa, e hipnotizada por seu encanto, delicadeza e fragilidade à toca, querendo acariciar-lhe e toma-la para si, para proporcionar a desprotegida rosa acalento e amor... Ao tocar-lhe, ela deixa cair uma lágrima na pétala da rosa, e junto a lágrima cai também uma gota de sangue causada pelo espinho da linda rosa que admira, mas que feriu-lhe, sem que nem mesmo percebesse quando ocorrera... E ela ao ver a lágrima misturando-se a gota de sangue, sente-se tomada por grande dor, mas não desiste... Ela não resiste a rosa, e cede a seu encanto dando-lhe outra chance, e outras gotas de sangue brotam de seus delicados dedinhos pelos vários espinhos que a rosa, com sua sedutora beleza lhe presenteia... E num misto de dor e paixão, a bela donzela se perde, em meio as várias lágrimas de emoção e melancolia...
Ao levantar seus olhos ela avista a sua frente milhares de rosas das mais derivadas cores e aromas... e as lágrimas brotam compulsivamente, pois ela sabe que não resistirá as flores, pois ela sempre as esperou, e sempre irá espera-las...
Sabrina Maris. 13/07/2011.
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