segunda-feira, 25 de julho de 2011

Delicada Frondosa



No alto da colina ela se encontrava...
Magnífica beleza natural, de esplendor sem igual!
Inerte, mas muito viva, passando vida...

Frondosa com suas raízes entranhadas à terra, alicerçada, enamorada. 
Ao fitar suas raízes, que se confundem ao solo,que se misturam,que se entrelaçam... Mostra o casamento, a união,  a completa dependência de ambos e que se tornaram um só.

E quando a luz dos raios solares se refletem em suas delicadas e verdinhas folhas, existe um brilho especial a reluzir em meus olhos, transmitindo sensação de paz e segurança.. 
Ela é tão imponente, mas de tamanha fragilidade e uma certa insegurança....

E a brisa da manhã quando toca as várias folhas, que contentes bailam como em valsa, com seu amado vento e que ao tocar-lhes  traz alegria e contagia seus movimentos. Parece estar acariciando-as com tamanho sentimento.

E ao anoitecer, o orvalho a banha, vem dar-lhe suas lágrimas de emoção ao comtempla-la... Ela possui vários amores... 

Mas nada se iguala, quando dela exala o perfume de suas flores, que deixa o fruto de seus amores....

domingo, 24 de julho de 2011

Volte Pianista...

Doce canção de inverno,
que é entoada de seu piano,
envolvente sonata alegre que me envolve e aquece como cobertor, notinhas felpudas....


Repentinamente as notas mudam, e da doce canção alegre e quentinha, soa notas fortes e vorazes, que trazem consigo um ar de agressividade, e arqueando sua bandeira e espada, aventureira relatando sua rebeldia e revolta com algo que não sei decifrar...Parece existir uma batalha no ar entre as notas...


A canção muda novamente, porém agora passa sofreguidão e grande desespero, 
como se estivesse a caça da paz que perdera a muito tempo.


Abruptamente as notas se transformam, deixando seu ar desesperado, para algo recatado e de certa forma enigmático, não se sabe ao certo se quer dizer algo ou escondê-lo, se quer gritar ou falar aos sussurros.


Abandonando esta forma a canção muda para algo sereno e meigo, com ar de mocidade, de pureza, inocência romântica, com doce aroma e sabor, as notas parecem morangos com chocolate... vontade de saboreá-las...


Em um rompante a música para. 
Mais nada. 
Nem um som!
Nenhuma nota!
Nenhuma canção suave ou exasperada, nem melancólica nem aventureira, apenas silêncio... 
Um vago e longo silêncio...


Volte pianista...


Este silêncio é perturbador...


Quero me deleitar das notas e das canções enigmáticas.
Posicione seus dedos nas teclas e não os tire...


A vida tem doce sabor com sua trilha sonora...


Volte pianista....




Autora: Sabrina Maris (24/07/2011)
Direitos autorais reservados.



quarta-feira, 13 de julho de 2011

Doce Nácar...



Seus passos deslizam nas alamedas e colinas, jovem donzela de vestido rosa bebê... Com lindas e delicadas flores bordadas, e laços de algodão... Seu leve caminhar pela grama passa sua doce pureza de moça menina, seus cabelos soltos brilham a luz do sol... Seu rosto resplandece doce feição Nácar...

Ela espera flores... Ela almeja toca-las, sentindo sua textura aveludada, seu perfume adocicado e tênue... A jovem moça, avista uma bela rosa, e hipnotizada por seu encanto, delicadeza e fragilidade à toca, querendo acariciar-lhe e toma-la para si, para proporcionar a desprotegida rosa acalento e amor... Ao tocar-lhe, ela deixa cair uma lágrima na pétala da rosa, e junto a lágrima cai também uma gota de sangue causada pelo espinho da linda rosa que admira, mas que feriu-lhe, sem que nem mesmo percebesse quando ocorrera... E ela ao ver a lágrima misturando-se a gota de sangue, sente-se tomada por grande dor, mas não desiste... Ela não resiste a rosa, e cede a seu encanto dando-lhe outra chance, e outras gotas de sangue brotam de seus delicados dedinhos pelos vários espinhos que a rosa, com sua sedutora beleza lhe presenteia... E num misto de dor e paixão, a bela donzela se perde, em meio as várias lágrimas de emoção e melancolia...
Ao levantar seus olhos ela avista a sua frente milhares de rosas das mais derivadas cores e aromas... e as lágrimas brotam compulsivamente, pois ela sabe que não resistirá as flores, pois ela sempre as esperou, e sempre irá espera-las...


Sabrina Maris. 13/07/2011.
Direitos autorais reservados.