domingo, 28 de julho de 2013

Dúbio amor


É este o amor que me oferece?

Amor duvidoso, enganoso.

Que em um segundo de rompante, se apresenta com as rimas das mais melódicas poesias, palavras de sublime significados, que deixam estampada a cálida sensação da paixão.

Noutro instante o silêncio junto ao desdém à pessoa que a pouco declarou seu amor,

Amor esquecido, nada mais quer relatar, esta absorto em seu mundo, e deixou de lado o amor nutrido a pouco,

Se perde no meio das ideias, pois este amor que divulga aos quatro ventos não é bem divulgado, e nunca fora provado, são apenas palavras soltas no ar.

Quem pode tão dúbio amor assim oferecer!?

Num instante te ama, no outro consegue te esquecer.

Num instante promete, no outro foge sem nada conceder.

Amor que só quer receber, que folga e cobra do outro que o banque, que o aceite, e que o respeite. Mas não lhe da nem mesmo o respeito que merece receber.

Enganoso e traidor este amor, interesseiro e aproveitador.

Só surge quando lhe é oportuno, só encanta quando lhe proporcionam a melhor trama.

Trama que quer encenar, pra os que estão em sua volta contemplar, mas que exímio protagonista não!?


Mas é tudo novela, encenação.

Autora: Sabrina Maris
Direitos autorais reservados.

Desabafo


Um desânimo misturado a tristeza adentrou meu coração.

A falta de destreza ficou visível em minhas mãos.

Que trêmulas e indecisas vagueiam entre os papéis, revirando-os para que meus olhos os fitassem mas não os olhassem profundamente, pois estavam embebidos nas lágrimas do descontentamento, das circunstâncias injustas.

Meus olhares vagueiam entre a tela da máquina que controla este mundo, e entre folhas antigas que trazem escritas histórias, informações, entre a mobília da sala, e aqueles que me cercam.

Não sei ao certo o que fazer, não sei ao certo se devo mesmo fazer, pois a revolta em meu peito grita “injustiça, injustiça!!!”.

Uma sensação entorpecente me extasiou, meu estado físico declaro como oscilante, sofrendo as mais variadas mutações pois a temperatura da minha razão esta descontrolada, ao ápice da ebulição, a derrocada da mais fria temperatura.

Incerteza, esta palavra está gritando nesta sala, é um show de palavras, mentiras, falsas promessas, latrocínio da minha esperança.



Autora: Sabrina Maris. 
Direitos autorais reservados.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Garbo garboso moço!



O garbo garboso, aquele moço!
Que roubou um beijo, e um sorriso meu!
Que roubou meu olhar contente, sorridente no cantinho dos lábios.

O garbo garboso moço,
Que sussurrou no meu ouvido um pedido, nada restrito nem escondido,
Pois revela sem quimera o que espera dos meus olhos, janela de minha alma.

O garbo garboso moço,
Pronuncia seus ideais sem pestanejar jamais,
Sem alarde ele enumera as prováveis e futuras promessas que os outros ão de falar.

O garbo garboso moço,
Quer resgatar meu sorriso, não quer deixar contrito meu rosto e coração,
Repreende sempre a moça garbosa, que sempre questiona e chora, pois seu coração entrega demais.

O garbo garboso moço,
Sorri com certa ironia, e com pitadas de sagacidade e melodia,
Pois observa e esconde o jogo que esta a maquinar.

O garbo garboso moço,
Escolhe as peças de seu jogo e protege sempre seu belo rosto dos olhares convencionais.
Ele joga com maestria e com determinada psicologia, analisa sua presa e é fatal.

O garbo garboso moço,
Fita a moça e com um largo sorriso, expressa seu triunfo.
A moça garbosa o olha, fita suas covinhas derivadas do largo sorriso, e viaja num misto de pensamentos e deduções, tentando este garbo garboso moço decifrar.



Reflexões de Maris.
Autora: Sabrina Maris 08/01/2013
Direitos autorais reservados.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Tristeza alojada no peito ...


Tristeza alojada no peito
Em muito se vale os efeitos
Que maltrata meu jeito 
De ser e falar.

O vento lá fora assopra
E conta a história 
Da dor de outrora 
Que deixa sangrar.

E no tempo que passa
A melancolia me abraça
E com as vistas turvas não posso te olhar.

As lágrimas correm na face do pobre
O pobre sou eu
Pobre de rimas e acordes
Pois o encanto se perdeu.

Reparo junto à janela
As minhas quimeras
Os sonhos de amor,
Roubados e forjados, e nunca contados, pois trazem a dor.

Relembro intentos quebrados com o tempo
que pelo desfiladeiro se precipitou.
Amargas palavras e sonoras de raiva
Balbucio no pranto com fulgor.

O mundo lá fora tropeça nas bordas do meu pavilhão
Não sei se por acidente ou provocação.
O mundo me abate a ponto de me encolerizar 
Revoltas aos berros eu pronuncio e protesto
Por este mundo perverso
Invadir meu nexo, e meu universo tentar contaminar.

Autora: Sabrina Maris. 11/12/2012.
direitos autorais reservados.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Verosímil Amigo


Podemos ser bobos e facilmente ludibriados, mas Deus que nunca dorme nem tosqueneja está sempre vendo tudo. Ele intercede pelos verdadeiros, e justifica os humilhados. Não perde batalha, e não deixa confundido e envergonhado aqueles que o amam e o servem mesmo com suas muitas faltas, mas buscando servi-lo e o agradar. O Senhor não escolhe o da beleza carnal e passageira, mas o de beleza espiritual e verdadeira. Nada foge do olhar de Deus, e ele é conhecedor de cada coração e do que maquina em cada pensamento. Deus não faz acepção de pessoas, não te exclui da "rodinha" (Deus não faz rodinhas ele é aberto a todos que o buscam) e nem finge ser seu amigo quando não tem ninguém de seu grupinho perto . Deus não fica off nunca para os que o buscam, Ele sempre está on, e seu laço de amor e amizade é eterno e verdadeiro! Nada apaga, nada faz esvanecer o amor de Deus, nem opiniões alheias de prejulgadores, nada! Porque Ele te conhece e se permite conhecer! Cristo é vero amigo e não há amigo tão doce e verdadeiro como o Mestre. Ele não tem vergonha de você, Ele te ama e te aceita mesmo com seus muitos defeitos, e, com todo amor te dá a mão e o ajuda a melhorar, presenteando com um singelo beijo sua alma e confessando seu amor por ela! O amor de Deus é inabalável! As vezes nos iludimos com pessoas, e chagas são abertas, olha-se pra traz e vê o quanto fora ingênuo e sonhador, repassa suas atitudes, e se arrepende por no calor das emoções ter dado tanta credibilidade a alguém que pouco se importou. E recorda que por contentamento, crendo que achou um sincero amigo, abre seu coração que outrora fora ferido e novamente se arriscou. Os flashes dos momentos passam e quando novamente ferido pela frieza e desdém do tal "amigo", as vendas caem e se depara com a realidade, já havia muitas pistas indicando que aquele "amigo" já não o tolerava mais, suas palavras eram monótonas e entediantes de mais aos ouvidos dele, seus risos eram chochos e cansativos de mais, sua presença era enfadonha e inconveniente de mais! E então você logo imagina a face daquele "amigo" se contraindo ao ver que você chegou, e em seu pensamento ele balbuciou "aff ele de novo, que tédio! Fala de mais, é chato de mais, vou dar um jeito de sair logo daqui!" e ali começa a maquinar uma mentirinha pra te dispensar. Você chora por um instante, mas vê que é tudo ilusão e que neste mundo regrado, de futilidades e jogos de interesses, estas "amizades" nada verdadeiras não farão falta e nem devem ser motivo de arrancar lágrimas. Pois quando se tem o vero amigo que é Cristo, sabe-se manejar melhor o barco da vida, e as tempestades e ondas largas passam, pois você sabe que fora verdadeiro, mesmo que chato, mesmo que falastrão, mesmo que inconveniente, você foi você! E é isso que Deus espera de nós, autenticidade em meio aos modismos, em meio as regrinhas dos grupinhos, sociedade e da futilidade mundana! Ele quer ver sua cara lavada sem máscaras, porque máscaras nada mais são que um carnaval de pecados tentando se esconder!


Reflexões de Maris. Autora: Sabrina Maris (29/11/2012)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

As feridas

Há feridas abertas, 
que não podem ser curadas.

Aquelas que afetam,
os sentidos e a alma.

Há dores que dilaceram,
em profundo o coração.

E as lagrimas escorrem sobre a face
Criando o caminho, por onde trilha a solidão.
Autora: Sabrina Maris. Direitos autorais reservados. 22/10/2012.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

E Cristo chorou...

Fora de prumo,
Fora do rumo,
Esvaio os preceitos,
Corrompeu-se os conceitos.

Entregue a ilusão contraditória,
Confusão diabólica,
Subjugado pelo pecado
atolado, escravizado, mortificado.

Alma gangrenada,
Encarcerada pela carne.
Refém dos "isso nada causa, isso é normal"
Normalidade fatal!

Abandonou seu Senhor,
Abandonou seu temor,
Abandonou seu amor,
Sua alma vociferou,
E Cristo chorou.



Autora: Sabrina Maris.
Direitos autorais reservados.