Tristeza alojada no peito
Em muito se vale os efeitos
Que maltrata meu jeito
De ser e falar.
O vento lá fora assopra
E conta a história
Da dor de outrora
Que deixa sangrar.
E no tempo que passa
A melancolia me abraça
E com as vistas turvas não posso te olhar.
As lágrimas correm na face do pobre
O pobre sou eu
Pobre de rimas e acordes
Pois o encanto se perdeu.
Reparo junto à janela
As minhas quimeras
Os sonhos de amor,
Roubados e forjados, e nunca contados, pois trazem a dor.
Relembro intentos quebrados com o tempo
que pelo desfiladeiro se precipitou.
Amargas palavras e sonoras de raiva
Balbucio no pranto com fulgor.
O mundo lá fora tropeça nas bordas do meu pavilhão
Não sei se por acidente ou provocação.
O mundo me abate a ponto de me encolerizar
Revoltas aos berros eu pronuncio e protesto
Por este mundo perverso
Invadir meu nexo, e meu universo tentar contaminar.
Autora: Sabrina Maris. 11/12/2012.
direitos autorais reservados.

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