Um desânimo misturado a tristeza adentrou meu coração.
A falta de destreza ficou visível em minhas mãos.
Que trêmulas e indecisas vagueiam entre os papéis,
revirando-os para que meus olhos os fitassem mas não os olhassem profundamente,
pois estavam embebidos nas lágrimas do descontentamento, das circunstâncias
injustas.
Meus olhares vagueiam entre a tela da máquina que
controla este mundo, e entre folhas antigas que trazem escritas histórias,
informações, entre a mobília da sala, e aqueles que me cercam.
Não sei ao certo o que fazer, não sei ao certo se devo
mesmo fazer, pois a revolta em meu peito grita “injustiça, injustiça!!!”.
Uma sensação entorpecente me extasiou, meu estado físico
declaro como oscilante, sofrendo as mais variadas mutações pois a temperatura
da minha razão esta descontrolada, ao ápice da ebulição, a derrocada da mais
fria temperatura.
Incerteza, esta palavra está gritando nesta sala, é um
show de palavras, mentiras, falsas promessas, latrocínio da minha esperança.
Autora: Sabrina Maris.
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